sábado, 31 de janeiro de 2009

Quarta semana.

Já estou me sentindo bem melhor. As costas doem menos (consegui aguentar a aula de samba inteira), os pulmões reagem melhor mas a FCM continua alta. Preciso mantê-la em 85% para trabalhar com segurança. Na esteira eu consigo, mas, no parque, só de caminhar a ladeira quase atinjo o limite. Aí é segurar a empolgação e apelar para o bom senso. Corri bem pouquinho no parque e fiz a volta de aproximadamente 8 Km. A alimentação está indo bem. Comida variada, em pequenas quantidades. Muita salada, balanceada com proteínas e carboidratos. Devo ter perdido peso (só vou pesar na próxima segunda, assim é bom porque não relaxo no final de semana). Nos dias úteis, além da malhação e da dança (duas vezes na semana), incorporei o hábito de, pelo menos duas vezes no dia (uma subida e outra descida), não utilizar o elevador no trabalho. Parece pouco? Só que trabalho no 16º andar... Um abraço! 

PS > Encontrei uma motivação extra: Rockapella! Para quem não conhece, vai uma amostra. "Eye of the tiger", só no vocal. Na coletânea "The best of Rockapella" tem muito mais.



sábado, 24 de janeiro de 2009

Terceira semana.

Ainda estou na fase "quero sobreviver". Aliviei um pouco na esteira porque, graças ao peso, a coluna reclamou. Fiz musculação, elíptico e pouco spinning. Kg: 92. Na quinta, interrompi a aula de samba de gafieira por causa da coluna. Amanhã, parque. E vamos, devagar, mas vamos. Até a próxima semana. 
A propósito: Prof. Misael, muito obrigado pela dica. Realmente estou sem acompanhamento. Seguirei seu conselho. Continue acompanhando. Deixe seu recado lá no orkut para eu poder adicioná-lo. Um grande abraço.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Rumo aos 21K - Segunda semana.



Ufa! O motor ainda não pegou bem. Estou cansado. O peso dificulta, precisei adaptar-me para não correr o risco de lesão logo no princípio. Segunda e quarta eu alternei o 1 x 1 min de caminhada/trote  na esteira com spinning (recupero a capacidade cardiovascular com mais facilidade. O único senão é não poder pedalar em pé por causa do pulso. Já tentei o apoio com um só braço e, no final da aula, a coluna estava prejudicada), além da musculação (tudo bem leve. Na esteira, reduzi o tempo da corrida por conta de uma canelite, caprichei no reforço muscular e caminhei um belo pedaço com inclinação.). Terças e quintas, dança de salão. Atualmente o ritmo é samba de gafieira. Sexta, descanso. Queria treinar, mas meu corpo pedia uma pausa. Hoje, sábado, vou ao parque. A princípio, caminhada. Mas, se bem me conheço, vai rolar um trote. A alimentação continua comportada. Estou na fase do "quero sobreviver!", ainda não me preocupo com distância ou tempo. Até a próxima semana!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A marca mudou. O projeto, não.


A marca que adotei para o meu projeto particular de 2010 mudou um pouco. Mas a determinação continua a mesma. Participar da meia maratona do Rio de Janeiro, em outubro de 2010. Venha também!


Aparente Desordem (20090113)


“Alfabética bastava-se. Corria, descia escadas. Feliz, gastava horas intermináveis jardinando. Kelly lia (manuscrito, no original polonês, que resumiria seu trabalho). Unidas, viajariam a Washington, ao xaguão da Yearbook Zone.”

A clareza fugiu da poesia.
Escondeu-se nas sombras de uma aparente insanidade,Que surrupiou do texto acima todo o sentido.
Nada. É apenas um exercício.
O artifício usado suscita suposições variadas.
Por exemplo, duas meninas selecionadas para um evento na capital.
Anormal em cada uma e em comum entre elas, coisa alguma.
A primeira corre e brinca, enquanto a outra esmera-se na erudição.
Talvez você ainda acredite ter achado um erro de português.
Eu não. Fica então para outra vez.
Como Houaiss fez questão de dicionarizar,“Xaguão” e “saguão” referem-se ao mesmo lugar.
Algo mais?
Ah, sim. A estética ...
O porquê desse texto, dessa aparente falta de métrica.
A primeira menina explica:
É só perguntar à Alfabética.




Não entendeu ainda? Então olhe outra vez:


Alfabética Bastava-se. Corria, Descia Escadas. Feliz, Gastava Horas Intermináveis Jardinando. Kelly Lia (Manuscrito, No Original Polonês, Que Resumiria em Seu Trabalho). Unidas, Viajariam a Washington, ao Xaguão da Yearbook Zone.”

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Na esteira - PRIMEIRA SEMANA DO PROJETO 21 K EM 2010.

Eu costumo dizer que o reinício é sempre muito pior do que o começo. Quando retornamos à atividade física ainda temos a memória do que éramos capazes de fazer quando bem condicionados. Na primeira semana de retorno exercitamos basicamente duas coisas: Paciência e Humildade. Esse pensamento evita que eu force em demasia o corpo, ansioso para alcançar o condicionamento perdido. Repito continuamente para mim o mantra “Calma, um passo de cada vez...” . Comecei, na última segunda-feira, um programa cujo objetivo é correr 5 K. Nada demais para quem está acostumado: 5 a 6 minutos de caminhada para aquecer, depois 20 minutos, alternando caminhada e trote em intervalos 1 x 1 min. Depois disso, musculação leve para os membros inferiores, com séries específicas para panturrilha e canela. Como disse, nada demais para quem está acostumado. Eu não estou. As panturrilhas estão melhores hoje, mas ontem estavam me matando.  Não estranhem a ausência dos membros superiores, estou com um problema no pulso e só poderei exercitá-lo depois da cirurgia, em março. Nas primeiras semanas, descanso na terça e na quinta; quarta e sexta, repetir a dose. No domingo, caminhada no parque (que evoluirá, gradativamente, para uma corridinha). Alimentação? Bastante salada, moderação nos carboidratos e nas proteínas, frutas, nada de açúcar; em pequenas refeições (sem líquidos) seis vezes ao dia (estou procurando seguir o programa da nutricionista que me atendia no Rio, quando eliminei os 20 Kg que recuperei) . Peso inicial: 95 Kg. Peso alvo: 75 Kg. Continuarei seguindo o programa de treinamento, incluindo abdominais e spinning daqui a uma semana (preciso administrar bem o tempo por conta de outros compromissos). Apesar das dores, estou animado. Contei para o máximo de pessoas possível. Quem acredita me dá força e quem não acredita, mesmo sem perceber, dá mais ainda.

 

Criei essa marca para este meu “projeto particular”.  Ficou bem legal, não é? (Não acha? Então, não responda... Hehehe).  

sábado, 3 de janeiro de 2009

Corre, doido!!


Pois é. Quem me conhece desde moleque sabe que sempre detestei correr. No futebol, fazia o estilo "Rombina" (movimentação do Romário e categoria do Obina). Quando cheguei aqui no DF estava treinando regularmente e pesando 75 kg. Comecei a correr no parque e pasmem: O cara que "morria" em 300 m já estava correndo 5 Km nos finais de semana no parque e 3 por dia na academia. Aí vieram o futebol (uma lesão muscular séria) e outras "cositas"... Acabei engordando 20 kg. Nos próximos dias, vou começar neste blog a série "como fazer 21". Não, não é porque ganhei 20 kg que quero perder 21. Na realidade, o objetivo é chegar a janeiro de 2010 conseguindo correr 21 Km, metade de uma maratona. Parece loucura? Provavelmente é... 




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Caridade


Ajudemos os necessitados de felicidade a superarem seus traumas!

Vamos levar-lhes migalhas de alegria,

Envoltas em jornal com notícias boas!

Cairá sobre seus rostos uma calma garoa,

Lavará dos olhos o choro e, do chão, o leite derramado.

Estendamos as mãos

E lhes roubemos das almas os calos das tristes lembranças.

 

Doemos felicidade

A quem, de dor, doer-se.

Façamos viver de verdade

Quem cotidianamente morre

Pelas mãos impiedosas da saudade.

 

Prefiramos cada instante dos dias nublados, ao vivo,

Ao sol da foto na estante,

À carta e seus motivos esmaecidos,

Aos momentos por si só mortos

Quando foram, mesmo uma só vez, vividos.

 

 Pergunta-me então se há tanto assim,

Ao ponto de poder doar-se.

Se há em ti tanto de felicidade,

Ou pelo menos o tanto

Quanto existem dois rins.

 

Mesmo a resposta, no caso de outrem,

Não caber a mim,

Intrometo-me de bom grado.

Exista felicidade,

Mesmo na ponta da unha do menor dedo do pé,

Suficiente já é para a caridade.

domingo, 16 de novembro de 2008

Sonho ou Pesadelo?

Minha médica estava a me perguntar sobre sonhos, por conta de um questionário de avaliação para o início das sessões de acupuntura (mais uma medida para tentar conter uma insistente dor no pulso esquerdo). Eu dei a mesma resposta de sempre e tive a mesmíssima reação de surpresa da contraparte. Nunca havia pensado em escrever a respeito, pois é, pelo menos para mim, de uma lógica tão básica... Em todo o caso, passei a achar interessante a surpresa na reação das pessoas à minha resposta, quando o assunto passa para o campo dos pesadelos. Não tenho muitos sonhos ruins. Gostaria de tê-los mais freqüentemente. Há! Imagino a expressão do seu rosto lendo isso... Calma! Você não entendeu errado. Gosto dos pesadelos! Admito: Os sonhos bons são legais. Mas não dá uma certa frustração quando você larga aquele seu iate nas Ilhas Maldivas, seu vôo solo sem aeronave, seu mergulho profundo sem necessidade de equipamento, enfim, todas as coisas que te dão imenso prazer em um sonho para voltar ao seu quarto, em uma manhã de segunda-feira ao som do rádio-relógio? Não? Então tá. Eu fico bem puto da vida. Com os pesadelos ocorre exatamente o contrário: Estou eu lá, sendo decapitado, atacado por abelhas, feito em pedaços em um ataque terrorista ou coisa bem pior quando, no background do sonho, o barulhinho do rádio-relógio me resgata para meu confortabilíssimo, quase nababesco quarto, em uma maravilhosa manhã de segunda-feira. Pulo da cama e, exultante, preparo-me para mais um sensacional dia de trabalho enquanto admiro pela janela a beleza dos tons cinzentos no céu. Percebestes a diferença? 



quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não é propaganda de urologista...

Aviso aos navegantes: Estou publicando histórias em outro blog. O endereço é:

www.texticulosdejo.blogspot.com.

  Passem por lá também. Continuarei publicando no Blog da Babá Quitéria as poesias e impressões das cores do cotidiano. Podem vir, puxem uma cadeira e divirtam-se. 


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crises, Cruzes e Credos.

Os países com maior representatividade no cenário econômico mundial deveriam coordenar esforços para criar um fundo de socorro para momentos como o da atual crise. O dispositivo deveria chamar-se, apropriadamente, 


FUndo De Emergência Unificado.




quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Quando ficar parado é fazer parte do movimento...

Analfabetismo Funcional : Quando o governo tem preguiça de ensinar.


Vi, no Jornal Hoje, uma reportagem (em um quadro chamado “Era uma vez...”) sobre o analfabetismo funcional. O que vem a ser isso? Bem, é o nome bonitinho, cheio de tecnicidades, dado para milhões de ocorrências de crianças analfabetas freqüentando a escola. No meu tempo (não tô nem aí se pareço um velho...), éramos analfabetos só quando entrávamos na escola. Depois, naturalmente, aprendíamos a ler e a escrever, e seguíamos em frente. Fazíamos as provas e trabalhos em busca de aprovação para o próximo ano. Quando acontecia de não conseguirmos, fazíamos tudo de novo. Não chego ao ponto de dizer que a escola preparava para a vida, pois a vida nem sempre dá chance de "repetirmos de ano", mas que ajudava, ajudava.  Lidávamos com a responsabilidade, com a superação, com o sucesso e o fracasso. Diferente de meu amigo João, que exibe orgulhosamente seu impecável boletim (impecável mesmo. E exibe até hoje, com justificado orgulho), eu tive algumas páginas não tão brilhantes no meu histórico escolar pós primeiro grau. Confesso: Tenho dificuldades com ciências exatas. Costumo dizer que adoro matemática (e é a mais pura verdade!), mas ela não gosta lá muito da minha pessoa. Sempre fui um “ser” de comunicação. Mas sempre fui, também, um “ser” teimoso, impulsionado pelos desafios. Na hora de fazer faculdade, eu acreditava ser muito cômodo cursar jornalismo ou publicidade (trabalhava como redator publicitário na ocasião). Tinha muito contato com o conteúdo do curso e este não me desafiava em nada. Fui fazer o quê, então? Na época, engenharia de sistemas (depois virou informática e, por último, ciência da computação) e todos os seus cálculos e físicas. Sufoco total. Onde quero chegar? O governo, em seu mais absurdo desgoverno, acredita ser traumático demais para uma criança ficar reprovada na escola. Para nossos “caciques” a solução “alternativa” é a aprovação automática. Para mim, não há essa tal “alternativa”, a solução é uma só: Estudar, porra! Conheço muita gente arrependida por ter largado os estudos, porém nunca vi ninguém traumatizado por ter ficado reprovado na escola. Hoje cheguei ao absurdo de ver , na matéria do telejornal, um menino de dez anos traumatizado por ter sido aprovado sem saber ler. Atualmente, ele cursa(?) a quarta série do ensino fundamental (fundamental para quê, mesmo?). Esse menino é um dos milhões de “produtos” da idéia do governo, onde o “traumático repeteco” pode ser explicado pelas contas e não pela “cuidadosa” psicologia: O motivo real é o custo de repetência, quanto é o gasto do poder público por criança em uma escola municipal. Esperem aí: Quanto é gasto? Desde quando preparar um cidadão é gasto? E eu ainda me admiro quando vejo qualquer aluno, de qualquer país na nossa "subdesenvolvida" América Latina dar de dez a zero nos nossos, por exceção, “emergentes” compatriotas. Tornamo-nos um país onde a ignorância é subsidiada pela falta de respeito com a educação. Podemos gastar fábulas com viagens, cartões corporativos, compras superfaturadas, salários astronômicos... Mas vamos economizar no ensino. Qual é o futuro de um país assim? O interesse político na ignorância para a manutenção do status quo não parece teoria da conspiração, é a conspiração na prática! Estão roubando o futuro das nossas crianças! Afanando-lhes a oportunidade de serem pessoas capazes de encarar a vida,  superar obstáculos, de vencerem, perderem, empatarem. E estarem sempre prontas para entrar em campo e jogar novamente. O resultado é W.O. na certa.

 

Poesia? Não, ninguém nunca fez.


Fazer poesia é um exercício de petulância. Ninguém “faz” poesia. No máximo, ela se permite um encontro conosco. Escorre por entre as folhas das árvores, desce pelos raios do sol, goteja com a chuva, urra com barulho do mar... Acontece! Isso mesmo, com tudo de bom e de ruim também. Há poesia em todo canto, desde sempre. No final das contas, mesmo que não saibamos ou não queiramos, é ela quem acaba nos fazendo, por amor, por descuido ou só de sacanagem mesmo. Não acha? Ué... E por acaso dois corpos entrelaçados não dão versos arretados?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Mesa Redonda (Lembranças felizes das peladas na rua Batovi, Alecrim e Jaborandi)


Os meninos deitados na calçada
Sob a sombra da amendoeira
Comentavam a batalha travada
Na disputa pela bola de meia
As proezas de fulano,
Malabarista de guia,
Ou meio-fio, como queira.
Os dribles de beltrano,
Os passes perfeitos de esguelha.

Sangue e areia nos pés descalços...
Observo, lá no alto, a lagarta na folha
Perto da amêndoa madura.
Soubesse falar lagartês
Em tom cortês pediria
E ela gentilmente jogaria
Em meu colo a suculenta fruta.

Vôo solo divagando
Enquanto vai a tarde,
Mansa e resoluta,
Repousar no horizonte.
Precipitam-se sombras
E folhas em minha fronte,
Pousada sobre a raiz nascente,
Desenho em sutil movimento
Entre os escombros do pavimento.

Nós, crianças felizes, despidas de futuro!
Nosso imaginário canal 100...
Não existia Pelé, ou Garrincha,
Nem Zico, nem mais ninguém:
Éramos nós os craques de ontem,
De hoje, de amanhã
E a rua era nosso Maracanã.

Não havia o destino,
Saudade, mais nada.
Esse era nosso jogo:
Nas belas jogadas,
Passes no fogo,
Maravilhosas caneladas,
Jogadas combinadas, tabelas, macetes,
Só existiam os melhores momentos.
Nada das divididas da vida,
Este campo, numas vezes tapete,
Noutras duro como cimento.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Justificando...


Hoje acordei cedo (tá legal, nem tão cedo assim). Sob o sol de domingo, dirigi-me a uma escola perto da minha casa. Bem perto mesmo, cerca de duzentos metros. A fila não estava  grande mas  andava pouco por causa da pista seletiva de idosos, gestantes, pessoas com necessidades especiais e carregadores de criancinhas (vi a mesma criança com, pelo menos, quatro pessoas diferentes). Nada contra os idosos, as gestantes e os portadores de necessidades especiais... Só acho que o pessoal  zona eleitoral devia organizar melhor a distribuição, pois a sessão onde eu estava era a primeira e acabava todo mundo indo para lá. Fazer o quê? Acho que, se fosse para organizar, não se chamaria “zona”.  De qualquer forma, toda a vez que voto ou preencho um formulário de justificativa eleitoral, sinto-me enganado. Justificar o quê, afinal? Que p. de democracia é essa? Não posso exercer o meu direito de não confiar em nenhum candidato e simplesmente não votar(e obviamente não precisar justificar coisa alguma)? Sou obrigado a comparecer a uma “organização” eleitoral  e votar, nulo que seja, ou justificar, quando os candidatos é que deveriam justificar a minha falta de opção.  Talvez eu esteja errado e ser democrata seja isso mesmo, bradar pelos direitos e descer a porrada em quem faz algo diferente da sua visão de direito. Um processo "democrático" que começa com uma propaganda eleitoral obrigatória só pode dar nisso...



domingo, 28 de setembro de 2008

Estupidez


Somos tão burros, às vezes...

- Sem ofensa aos animais -

E a burrice me irrita tanto ou mais

Que a corrupção ou a deslealdade.

Talvez seja a estupidez a mãe de todas as iniqüidades.

Não confundamos com a falta de cultura,

Epidêmica em nosso convívio

E da qual eu também sou criatura.

Falo do obtuso pensar, assassino do amor,

Do respeito e do futuro do nosso presente,

Cada vez menos verbal,

A cada minuto mais venal,

Na troca da atenção à detenção pelas pequenas coisas.

Ou, pior, por coisas inexistentes.

Recusar-se a seguir em frente, duvidar dos princípios,

Complicar os relacionamentos em prol de uma vã psicologia...

Pagã filosofia.

Jogamos fora a água para chorarmos de sede ante a garrafa vazia.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O pior cego...


Somos todos juízes sem toga e discernimento

Para julgarmos sequer os acontecimentos

Por causa ou omissão da criatura

Que habita no perímetro da nossa cintura.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Au(top-top)sia.




















Por favor, não ponham a fazer contorcionismos
As minhas tão objetivas palavras:
Dos médicos, quando raramente necessitar
-Assim espero. –
Apenas quero o de melhor habilidade.
Por assim dizer, entendam:
De pouco importa para mim se é bom pai,
Amante da verdade,
Dedicado marido, extraordinário amigo,
Ou mesmo justo e cordato.
Não obstante ser seu caráter forte ou imundo,
Só me interessa saber se é competente
Em fechar a porta da morte
Para cada paciente moribundo.
Não estou nem aí se está em dia
Com suas prestações, obrigações, coisa e tal.
Digo, sem receio ao rubor:
Não sendo o ceifador,
- Quem quiser, pode, com gosto,
Me levar a mal.
Eu quero mesmo é redundante distância
De qualquer médico legal.