Acreditam no nome desse café? Pelo menos ensinam a pronúncia correta. Então, vá tomar kil!
sábado, 5 de julho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Obrigado meu Deus, por eu estar aqui.
Por todos os poucos problemas que enfrentei,
Pelos muitos erros que cometi,
Por cada lágrima que chorei.
Por me fazer acreditar em não falar sozinho.
Por cada pedra que colocastes em meu caminho.
Obrigado por eu sofrer
E perdoe-me por ter sido a causa do sofrimento de outrem.
Aproveito e agradeço de antemão
Pelo sofrimento dessa outra irmã ou desse outro irmão.
- Eles podem não entender ainda o valor do quinhão.
Obrigado por me estender a mão e indicar o caminho
E por me fazer capaz de enxergar o pouco que consigo ver.
Obrigado pela minha consciência em meu não saber
E pela sua paciência em me ouvir, independente de meus pedidos negar ou atender.
Obrigado por acolher-me em suas mãos como se fosse um berço
E por oferecer-me sempre algo infinitamente melhor do que mereço.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Meus Parabéns. (Aguas Claras, DF, 16 de junho de 2008)

Dizem de quem quase morreu:
Nascestes de novo!
Ao perigo iminente
Deu-se o status de parto,
E de mãe a uma quase tragédia.
Estou é farto desses absurdos,
Lugares comuns em tragicomédias.
Puxasaquismo com os cultos
E com os “religiocratas”.
(Ponho-me, de tão modo puto, a inventar palavras)
Nasço de novo todo ano,
Em junho, dia dezesseis.
Não dependo de quase morrer para comemorar.
Vida é festejar, um dia de cada vez
- E por todo o calendário -
O advento da data.
Não existe felicidade adquirida.
Pode estar ela adormecida,
Mas é sempre nata.
É parte, não à parte.
É o que compõe,
Não o que resta.
Parece até irresponsabilidade
Mas, na verdade, comemoro sempre
Pois não há garantia
Da minha presença na próxima festa.
A quem simplesmente espera pelo dia
Meus parabéns antecipados.
Não defenestro, tampouco me junto a estes.
Esperem sentados até que alguém diga:
Mais um ano, de novo, quase vivestes!
Nossa! Já faz mais de um ano do início do blog. Culpa do David Lima. Isso mesmo, qualquer queixa, postem no blog dele “A Laranja de David Lima” (está nos indicados, no canto direito da página). Aproveitem para ler: É muito bom. Podem acreditar, não tenho grana para ficar rasgando seda à toa (até estopa estou economizando). Hoje completo quarenta anos de passeio por aqui. E, rapaziada, como me divirto... Vida difícil? Difícil é largar o osso. Quero ficar até quando os neurônios cansarem e forem apagando o salão em sinapses preguiçosas. Por fim virarão de lado para dormir. Aí é só esperar o desembaraço e começar tudo de novo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
A medida certa do amor (20080527DF)
Não quero abraçar-te demais,
Beijar-te demais,
Querer-te demais
Ou sequer fazer-te um carinho a mais.
Amo-te tanto quanto é possível amar alguém,
- Para muitos um lugar inalcançável.
Admitir que te amo demais
Seria ter a pretensão de medir um sentimento imensurável,
O qual, em movimentos lépidos,
Zombeteiramente escapa de quaisquer sistemas métricos.
Admitir que te amo demais,
Seria professar a possibilidade da existência
De um menos gostar de ti
Quando não existem reticências
Tampouco aqui ou acolá,
Medida certa ou errada.
Existe amar
Que é tudo,
E mais nada.sexta-feira, 23 de maio de 2008
Racional (DF 14042008)

Minha razão toma-me de assalto,
É bruta, eloqüente, mordaz,
Capaz de atirar para o alto
Uma cristaleira das mais raras
Por um simples momento de paz.
É a senhora cujos caminhos sigo
Sem questionamentos.
Entrego-a em penhora meu destino
Sem a menor garantia de emolumentos.
Por vezes é até cruel,
Mas não guardo ressentimentos
Ela não faz por mal,
Cuida de mim como fosse minha progenitora.
Incentiva, agoura,
Espanca sem dó,
Afaga, lambe as feridas,
Aconselha-me quando estou só.
É odiada, é amiga,
É sábia sem medida.
Tão racional é minha razão...
Sabe até quando deve calar-se
E deixar falar apenas o coração!
domingo, 18 de maio de 2008
Obrigado, Banco de Talentos - FEBRABAN 2007
Poesia escolhida :
Linhas da Vida
Publiquei-me.
Quando li, percebi que estava cheio de erros.
Falhou a revisão à minha visão retorcida.
Não fiz alarde:
Também falham, cedo ou tarde,
Os aterros na contenção do mar,
As capas na contenção das páginas,
As pálpebras na contenção das lágrimas,
A memória na contenção dos momentos,
Os intestinos na contenção dos excrementos
- Sem querer ser rude, admito ser mais poética
A falha dos meninos na contenção da juventude. -
A despeito das muletas onde sustento minhas escusas,
Reli-me do início ao meio
- As linhas do desfecho ainda são confusas, escalafobéticas. -
Reconheci-me em um arremedo de métrica:
Reticências sem seqüência...
Princípios em minúsculas
Com maiúsculas expectativas!
Períodos fora de época,
Ações defectivas,
Vírgulas apavoradas,
Impotentes ante o desemprego das palavras
Nos parágrafos sem justificativa.
Sujeitos passivos, substantivos sem substância,
Dispostos a guardar apenas distância
Daquela burocrática reunião,
Onde cada letra se contorcia
Como fosse um garrancho de próprio punho.
Enfim, a pretensão de antologia
Encontrava a vocação para rascunho.
Meu Cel de Brasília (18052008 DF)
Era uma tarde em nuvens:
Eu a apreciava da varanda de um prédio de esquina
No sudoeste da capital federal.
Lembrava-me da peça que falava em não falar mal
De uma tal de rotina,
Onde, a certa altura, era lida uma poesia
Exaltando a beleza do céu de Brasília.
Eu , um carioca mais acostumado a contemplar o mar,
Não havia ainda percebido o modo certo de olhar!
Sim, pois, é de outra maneira...
Não o tentem ver com um simples vislumbre de cartão postal.
Parece querer este céu absolver-nos,
Livrar-nos de qualquer mal.
Ajustei a câmera do celular...
Estranho lembrar:
Na peça, falou-se também do aparelhinho.
Naquele momento, ao capturar a imagem,
Captei também a mensagem:
Olhar para o céu é ser feliz sozinho,
À noite ou durante o dia.
Não obstante desanuviado
Ou no acúmulo dos cúmulos,
Quando parece congestionado.
Ocorreu-me um pensamento,
Desde então recorrente
(E isso muito me apetece ):
Ao ligar meu cel ao céu do DF,
Era o meu ohar maravilhado
Quem estava a ser, na verdade, fotografado.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Previsões e o Tempo

Se é pouco o tempo
Diz-se dele que ainda não sabemos
Se é extenso,
Diz-se que o perdemos
Mas... Quem diz?
Aqueles com os quais a rima perderia o sentido,
Usasse o verbo ‘dizer’ na terceira pessoa do presente
E um estado de felicidade que, quem só diz, não sente.
Aliás, pensando bem, ora pois,
Para quê terceira pessoa?
Bastamos nós dois.
domingo, 11 de maio de 2008
O Solitário Desejo (11052008 DF - A pedido de uma queridíssima amiga...)

Fosse a saudade uma flor,
Quantas pétalas teria ela?
(Consegue me responder a ciência?)
Seria de bom tom brincardes assim de malmequer,
Despetalando meu coração com a angústia da tua ausência?
Enquanto a saudade cobre meu corpo
Como uma frondosa hera,
Você, despido de qualquer sentimento,
Procura-me apenas para serenar meu particular tormento
Com homeopáticas doses de um amor
Que mais parece uma quimera.
Eu não digo que quero,
Nem digo que não,
Meu corpo, meus lábios,
Tratam de, por conta própria, silenciarem minha razão.
Sepultam a minha certeza de bombardear-te com franqueza
Sem dar-te tempo de buscar abrigo,
Na esperança de que possas me amar,
E finalmente ser franco comigo.
Atropelamento e Fuga (11052008 DF)

Era um indivíduo precavido,
Atento a todos os detalhes.
Não descuidava das portas
- Sempre dava duas voltas nas chaves -
Verificava com minúcia os cadeados.
Estava sempre abrigado contra o sol e a chuva.
Olhava para todas as direções antes de atravessar a rua.
Conduzia o carro como se fizesse uma prece,
Tinha todos os dispositivos de proteção:
Cintos, airbags, ABS...
E diploma de primeiros socorros do curso de especialização.
Motorista experiente, com a mesma calma ia por pistas sinuosas,
Retas, mansas e caudalosas.
Ignorava resultar em placebo
As prevenções contra o seu mais íntimo medo.
Nunca se imaginara naquela situação.
E ali, prostrado, estirado no chão,
Viu suas certezas desaparecerem,
Suas mãos suarem e tremerem,
O coração disparar em agonia,
Sem ao menos se importar com os radares
Espalhados pela rodovia.
Escurecida a visão, seus olhos brilhavam,
Guardando as fotos tiradas no momento do acidente.
O momento para o qual estava fadado.
Quando, inadvertidamente, pelo amor,
Fora impiedosamente atropelado.
sábado, 10 de maio de 2008
O bêbado, o equilibrista e o cantor de chuveiro...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Caixa Preta (07052008DF)
Quando a aeronave espatifou-se contra o solo naquela ensolarada manhã de abril, as emissoras de rádio e televisão transmitiam ao vivo a cerimônia de formatura dos cadetes do sétimo regimento. Foi tudo muito rápido. Em uma manobra exaustivamente praticada, o caça perdeu altura e acabou-se em uma bola de fogo. A esperança do piloto ter ejetado logo foi dando lugar ao desespero. O resgate chegava rápido ao local da queda, mas só havia chance de recolher os pedaços do avião e do piloto, Capitão Adam Avlis. Tinha acabado de se formar e esse era o seu primeiro vôo de exibição. Um filme passou na cabeça da sua mãe, que assistia à cerimônia do palanque central: Desde pequeno o filho sonhara com aquele momento, quando deixava de lado os carrinhos e a bola de futebol para brincar com aviões de papel. Cresceu, estudou, e nunca pensou sequer em seguir outro caminho. Viveu a vida inteira para aquele momento. Viveu a vida inteira para morrer ali, na sua frente. Ela, apesar de toda a dor, sabia que o filho estava realizado. Tinha certeza que valera a pena. Os outros tentavam entender o porquê dele não haver seguido outro caminho, inconformados de uma trajetória tão bela terminar assim. Soubesse ele, talvez tivesse topado tudo de novo. Ou faria tudo diferente, brincaria com os carrinhos e a bola de futebol. Sem viver, nem ele, nem ninguém tem como dizer . Pois é, fica tão mais fácil julgarmos quando não estamos calçados nos sapatos do réu. Entendo a natureza humana e acolho os veredictos com o respeito que ocasionalmente falta ao júri. Mas não peçam para eu aceitar a cobrança por uma sabedoria que ninguém jamais terá. Vão viver, filhos.terça-feira, 6 de maio de 2008
A Foto E A Síntese.(06052008DF)
Tempo estranho:
No quarto escuro e nublado
Eu mesmo dou conta de acordar meus pesadelos.
Temo mais é ficar só
Do que temo meus próprios medos.
Nessa hora onde a fé fenece,
Até se oferece a agonia
Bela dama de companhia.
Horas, são quase oito.
Pergunto se é dia ainda.
E você, linda, ri sem graça ao meu lado,
Direto do passado estampado no porta-retratos.
Eu, na foto, grito.
Mas, no quarto, permaneço imóvel, mudo,
Ao lado de um cinzeiro boquiaberto,
Com o cigarro na boca a enfumaçar tudo.
Quando o vermelho desbota,
A paixão já queimou tudo o que tinha.
Então não sobram rosas,
Apenas cinzentas cinzas.
Vejo as flores na foto,
Só elas esmaecidas.
Esquecidas as cores,
Desbotados os amores,
Por ora, mãos de mãos vazias.
No aguardo das emoções virarem adubo,
Outra vez brotarem
E perfumarem a fumaça dos dias.
domingo, 4 de maio de 2008
Cuidados básicos com a saudade. (05052008DF)

A felicidade é uma porta
Por onde a saudade não passa,
Finge-se de morta para não ir em frente.
Fechada a porta, faz algazarra,
Bagunça, maltrata, exibe todo o seu orgulho.
Mas ao menor barulho, fica novamente imóvel,
Desfalecida à soleira.
Espera que alguém, com dó,
Venha tentar soerguê-la.
Não venham!
Nunca se agarrem às suas pernas,
Observem-na de longe, admirem suas belas matizes,
Ou alijados serão de seguirem em frente
Em busca de serem outra vez felizes.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Voltei (DF, 24042008)
Voltei-me e deixei o presente virar passado,
Virar saudade,
Virar carinho,
Virar uma sensação de fracasso
Por não ter feito por outrem
O que fizeram por mim.
E assim continuo,
Amando todos que amei:
A vó, o vô, os tios, tias, primos, primas,
Os amigos que foram para o andar de cima.
A, espero um dia, grande amiga,
Cuja felicidade desejo mais que a minha.
Eu vinha ontem, pela estrada,
Pensando na covardia,
Na acomodada cegueira,
Em nada incomodada por uma antiga ferida,
Teimosa a tal ponto de, por um triz,
Recusar-se veementemente a virar cicatriz.
Vou adiante do revés que eu mesmo causei,
Não nego,
Tão pouco digo que, fosse outra vez, faria não.
Tenho a certeza ofertada
Pela nua, crua e dolorosa constatação.
Sigo a vida,
Mas não mudo o viés.
Triste pela minha e pelas outras almas partidas
Das quais desvio na ponta dos pés.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Há vontades (DF, 12092007)

O quê você quer:
Dinheiro?
Carinho?
Vencer?
Um canto para ser realmente você?
Alguém que te entenda?
Alguém que te prenda ou quem te liberte?
Alguém que te conserte ou quem te bagunce de vez?
Quer mais uma hora, um dia, um mês?
Quer que te ignorem,
Ou que todos saibam o que você fez?
O quê você quer?
Sair em segurança ou se arriscar nas andanças?
Qual é o seu tipo:
O que garante o futuro,
Ou o que não teme o escuro e mergulha?
Quem és tu, o furo ou a agulha?
Esteja à vontade:
Ir, vir, avançar, desistir;
A vida não se faz de rogada...
Se há vontades
Para todos os gostos,
Não deve existir maior desgosto
Do que não ter vontade de nada.
(Para refletir) E disse Ghandi:
Tá todo mundo sozinho."



