domingo, 28 de setembro de 2008

Estupidez


Somos tão burros, às vezes...

- Sem ofensa aos animais -

E a burrice me irrita tanto ou mais

Que a corrupção ou a deslealdade.

Talvez seja a estupidez a mãe de todas as iniqüidades.

Não confundamos com a falta de cultura,

Epidêmica em nosso convívio

E da qual eu também sou criatura.

Falo do obtuso pensar, assassino do amor,

Do respeito e do futuro do nosso presente,

Cada vez menos verbal,

A cada minuto mais venal,

Na troca da atenção à detenção pelas pequenas coisas.

Ou, pior, por coisas inexistentes.

Recusar-se a seguir em frente, duvidar dos princípios,

Complicar os relacionamentos em prol de uma vã psicologia...

Pagã filosofia.

Jogamos fora a água para chorarmos de sede ante a garrafa vazia.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O pior cego...


Somos todos juízes sem toga e discernimento

Para julgarmos sequer os acontecimentos

Por causa ou omissão da criatura

Que habita no perímetro da nossa cintura.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Au(top-top)sia.




















Por favor, não ponham a fazer contorcionismos
As minhas tão objetivas palavras:
Dos médicos, quando raramente necessitar
-Assim espero. –
Apenas quero o de melhor habilidade.
Por assim dizer, entendam:
De pouco importa para mim se é bom pai,
Amante da verdade,
Dedicado marido, extraordinário amigo,
Ou mesmo justo e cordato.
Não obstante ser seu caráter forte ou imundo,
Só me interessa saber se é competente
Em fechar a porta da morte
Para cada paciente moribundo.
Não estou nem aí se está em dia
Com suas prestações, obrigações, coisa e tal.
Digo, sem receio ao rubor:
Não sendo o ceifador,
- Quem quiser, pode, com gosto,
Me levar a mal.
Eu quero mesmo é redundante distância
De qualquer médico legal.